Microsoft recupera datacenter do fundo do oceano

Project Nitick

Não. Não foi um naufrágio nem tão pouco uma inundação.

Há três anos, um ex-oficial da Marinha dos Estados Unidos teve a ideia de colocar um datacenter no fundo do oceano, a Microsoft gostou da ideia e nasceu o projecto Natick.

Em Agosto do ano passado o primeiro veículo de testes do projecto, chamado Leona Philipot, em honra de uma personagem do universo Halo, foi afundado ao largo da Califórnia, tendo ficado no fundo do mar até hoje. Para que se conseguisse verificar se era ou não possível ter um datacenter debaixo de água.

O contentor foi recuperado no fim do mês passado e enviado para a sede da Microsoft em Redmond, para avaliação.

As razões para colocar um datacenter debaixo de água são de três tipos:

Refrigeração: Um dos maiores responsáveis pelo consumo energético de um datacenter é o sistema de refrigeração, no fundo do mar não existe essa necessidade porque todo o contentor age como se fosse um dissipador de calor gigante, passando esse calor às águas do mar. A ideia da Microsoft é também usar fontes de energia renováveis para manter os datacenters a funcionar.

Localização: Grande parte dos consumidores e criadores de dados que estão gravados nos sistemas de armazenagem dos datacenters actuais situam-se junto à costa, por isso, segundo os promotores do projecto, é lógico que esses datacenters estejam o mais próximo possível de quem os usa.

Jurisdição: Estes datacenters podem ser instalados em águas internacionais o que pode dificultar o acesso indevido e a censura por parte de governos.

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