Apenas 45% das empresas confiam na sua estratégia de segurança

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O Estudo Anual de Segurança 2016 da Cisco, que analisa as principais ameaças, desafios e tendências em cibersegurança, revela que menos de metade das organizações consideradas no estudo (45%) confiam na sua capacidade para determinar o alcance de um ataque na sua rede empresarial e remediar os danos.

No entanto, 92% dos responsáveis financeiros e dos restantes departamentos afirmam que tanto os investidores como as autoridades querem conhecer com maior transparência os riscos que afectam as empresas e exigem melhores estratégias para os gerir, colocando a cibersegurança como uma preocupação crescente para os conselhos de administração.

O número de organizações que consideram que a sua infraestrutura de segurança está actualizada diminuiu 5% entre 2014 e 2015 (de 64% para os 59%). Neste sentido, o Estudo Anual de Segurança 2016 revela que 92% dos dispositivos de Internet analisados albergam vulnerabilidades conhecidas e que 36% dos equipamentos analisados já não têm acesso a manutenção por parte do fornecedor ou estão descontinuados.

O número de PMEs que utilizam soluções de segurança Web caiu de 59% para os 48% entre 2014 e 2015 e entre as que aplicam medidas de protecção e configuração os valores reduziram de 39% para os 29%, o que supõe um risco potencial acrescido tanto para as empresas como para a cadeia de fornecedores e para os seus associados, incluindo empresas de maior dimensão.

Foi ainda revelado que cerca de 92% do malware conhecido utiliza DNS (Domain Name Service) como suporte principal. Isto gera frequentemente um ponto cego (blind-spot) pois os equipamentos de segurança e os peritos em DNS normalmente trabalham em departamentos de TI distintos, entre os quais a interacção é pouco frequente.

Via Cisco.