Investigadores portugueses querem converter software em hardware

joao andrade

O projecto da Universidade de Coimbra, liderado por João Andrade, tem como objectivo investigar o desenvolvimento de chips complexos. Em cima da mesa está a possibilidade de encontrar soluções que transformam programas em microchips eficientes. Esta ideia já ganha prémios internacionais.

João Andrade (ao centro, na foto), aluno de doutoramento na Universidade de Coimbra (UC), acaba de vencer o concurso europeu ALTERA Europe-wide University Contest 2012-2013 (categoria Most commercially relevant use of an FPGA) com a sua proposta de transformar software em hardware. O prémio vai ser entregue pela ALTERA no próximo mês de Setembro.

O aluno de doutoramento da UC demonstrou que já é possível desenvolver chips complexos num período de tempo mais curto recorrendo às novas ferramentas desenvolvidas pela ALTERA. Esta empresa é uma das principais fabricantes mundiais de chips reconfiguráveis – Field-Programmable Gate Arrays (ou FPGA na sigla original em inglês).

A nova tecnologia idealizada por João Andrade permite «desenvolver hardware utilizando uma abordagem próxima do desenvolvimento típico de software», explica o Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores da UC.

Segundo os mesmos, esta nova tecnologia tem grandes vantagens ao nível do aumento da «flexibilidade de desenvolvimento, da adaptabilidade do sistema a novas funcionalidades e de teste e correção de erros», o que, de acordo com a UC, «não era possível até hoje».