Tudo sobre ecrãs de dispositivos móveis

Com o aparecimento de novos ecrãs para smartphones e tablets, com resoluções cada vez maiores, aumentam as dúvidas entre os utilizadores sobre a tecnologia que deve adoptar. Fomos descobrir quais as vantagens e desvantagens das principais tecnologias utilizadas no fabrico destes ecrãs.

Dantes, a grande diferença entre os ecrãs para dispositivos móveis resumia-se às dimensões, mas actualmente, com o lançamento de diversos tipos de ecrãs, a escolha de um smartphone ou de um tablet pode resumir-se ao tipo de ecrã utilizado. Perante o aparecimento de smartphones de maiores dimensões e com novas tecnologias empregues no fabrico dos seus ecrãs, decidimos investigar as diferenças entre estas, indicando-lhe quais as vantagens e desvantagens de cada tipo de ecrã.

LCD

LCD

A tecnologia LCD é a mais antiga nos dispositivos móveis. Recorre a uma película composta por minúsculas células, cada qual com as três cores primárias RGB (verde, vermelho e azul). Esta película não possui luz própria, sendo necessária uma fonte de luz externa, o que acaba por prejudicar na reprodução de brancos e negros, embora seja superior na reprodução das restantes cores e tons, mais realista que os outros ecrãs. Outra das vantagens desta tecnologia é a maior durabilidade, ou seja, as células demoram mais tempo a perder qualidade.

 

Super LCD

Desenvolvida pela Sony, e mais tarde integralmente  adquirida pela Samsung, a tecnologia Super LCD é a evolução ideal dos tradicionais ecrãs LCD. Foram utilizados novos compostos e um novo processo de fabrico para criar uma tela com melhor reprodução das cores, menor reflexo de imagem (aplicando a tela directamente ao vidro) e menor consumo energético. Outras das vantagens é a maior densidade, o que gera uma resolução superior na mesma área ocupada, o elevado ângulo de visão de 160˚, tanto na vertical como na horizontal, e o elevado nível de contraste, de 800:1. Porém, continua a não conseguir reproduzir correctamente o preto e o branco, por usar uma fonte de alimentação externa, como nos ecrãs LCD tradicionais.

IPS

IPS e Retina Display

Utilizados em dispositivos para equipamentos profissionais de edição de imagem e de vídeo, devido à reprodução fiel das cores, estes ecrãs foram adoptados por alguns fabricantes de dispositivos móveis, como a Apple, que os apelidou de Retina Display. Tal como os ecrãs Super LCD, os ecrãs IPS possuem um elevado ângulo de visão, devido à forma como as moléculas dos cristais líquidos se movem dentro das células. Face aos ecrãs Super LCD, os ecrãs IPS e Retina Display reproduzem cores mais frias, ou seja, as células verdes são mais brilhantes, o que torna a imagem mais esbranquiçada e azulada, face à imagem mais amarelada e encarnada dos ecrãs Super LCD. Actualmente, os ecrãs Retina Display possuem a maior densidade do mercado, com 326 píxeis por polegada no Apple iPhone 4S, contra os 312 píxeis por polegada de um ecrã Super LCD, como o do HTC One X, ou 306 píxeis por polegada de um ecrã HD Super AMOLED do Samsung Galaxy SIII. O grande inconveniente deste tipo de ecrã é o elevado preço e as cores pouco vivas para adeptos de videojogos e de visualização de vídeos.

Super AMOLED

AMOLED e Super AMOLED

A tecnologia AMOLED tem, em teoria, um princípio de funcionamento semelhante ao de um ecrã de plasma, já que cada célula possui iluminação própria. Isto permite criar pretos realmente pretos e brancos realmente brancos, ao desligarem ou aumentarem o brilho de cada célula de forma individual. Todo este processo se realiza de forma muito rápida, pelo que apresentam várias vantagens a nível de contraste e baixo consumo energético. Infelizmente, têm duas desvantagens importantes: o elevado custo de produção e a utilização de três camadas na produção do ecrã, todas elas com uma câmara de ar entre as camadas, o que reduz significativamente o ângulo de visão e o brilho do ecrã em situações de alta luminosidade, como as horas de luz solar mais intensa. Para eliminar esta última desvantagem, a Samsung decidiu juntar a camada de sensores tácteis e o vidro de protecção numa só camada, eliminando assim uma das câmaras de ar entre as camadas. Isto permitiu melhorar a visibilidade do ecrã em plena luz do dia e aumentar o ângulo de visão para valores próximos dos 180˚, igualando os ângulos dos ecrãs IPS.