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Como mudar o Windows para um novo disco (sem perder nada)

Hoje em dia os ultra-rápidos discos rígidos SSD (Solid State Drive), que usam memória Flash para guardar os dados estão muito mais baratos que no ano passado o que, para muita gente, já os torna uma opção economicamente viável para melhorar a performance do computador sem ter que toda a máquina.

O problema é transportar o sistema e os dados de um disco para outro sem perder nada pelo caminho.

Para o ajudar com a mudança do Windows e dos dados de disco elaborámos este pequeno guia em que apenas utilizaremos ferramentas gratuitas. Esta técnica funciona com todos os tipos de máquinas: portáteis ou de secretária e não sé de um disco normal para um SSD, também pode ser aplicada num caso em que apenas troca de disco por avaria ou porque quer um disco com mais capacidade.

O aspecto principal a ter em conta é se o novo disco tem capacidade suficiente para colocar todos os dados da partição de arranque do sistema, por isso verifique o espaço que está ocupado na drive original antes de comprar a drive nova.

Lembre-se também de que o seu sistema vai ficar sem funcionar durante algum tempo e que este processo não é rápido. Se tiver sorte e tudo funcionar sem problemas, pode levar menos que uma hora. Mas se houver coisas a resolver, pode facilmente demorar umas cinco horas ou mais. Não faça isto se estiver com pressa.

 

Transferência dos dados para uma nova drive de arranque

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1. Discos de recuperação

Na maioria das vezes, verificámos que as drives recém-clonadas ainda precisavam que se lhes reconstruísse o sistema de arranque, também chamado bootloader. Para tal, recomendamos que crie um disco de recuperação de emergência do Windows (chamado Drive de Emergência no Windows 8). No menu Iniciar, escreva “criar um disco de reparação do sistema” e seleccione a respectiva entrada. Vai precisar de um CD ou DVD em branco para onde gravar.

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2. Apague tudo aquilo que não quer

O melhor é ter uma drive nova maior, mas se tem de se apertar para colocar o sistema numa SSD, crie espaço eliminando todos os programas de que não necessita. Pode também acabar com o enorme ficheiro de hibernação: abra o menu Iniciar, escreva “cmd”, clique com o botão direito do rato na “Linha de Comandos”, seleccione “Executar como Administrador”, escreva “powercft –h off” e prima “Enter”.

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3. Redimensione as partições

É possível redimensionar a drive de arranque já existente. Clique com o botão direito do rato em “Computador”, seleccione “Gerir”, “Gestão de Discos”. Clique com o botão direito do rato na partição de arranque que vai clonar e seleccione “Reduzir Volume”. Será calculado o espaço que se pode reduzir. Se tiver ficheiros de sistema a causar problemas, veja o passo seguinte.

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4. O tamanho das partições

Se tiver problemas ao libertar espaço e reduzir a partição por causa dos ficheiros do sistema, experimente utilizar o software de particionamento EaseUS. Este muda os dados de local ao reduzir a partição e é bastante fiável. Precisa é de reiniciar a máquina no modo exclusivo do programa.

 

5. Ligue a drive

Aproximando-se a sessão de cópia, ligue agora a nova drive numa ligação SATA ou eSATA que tenha livre. É fácil de fazer num computador de secretária, mas um portátil vai precisar de um computador de secretária para fazer a cópia, ou então usar um suporte externo. O ideal é fazê-lo numa ligação eSATA, pois é mais rápida e arranca logo o driver da drive.

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6. Seleccione e copie

Aqui, para copiar, vamos utilizar o Macrium Reflect, que é fácil de usar e integra-se muito bem com o Windows. Seleccione a drive de arranque e clique no link “Boot This Drive”. Seleccione a drive de destino e espere que o programa termine.

 

7. Recuperação

Após terminado, desligue a energia, desligue o disco de arranque antigo da máquina, instale permanentemente o novo e arranque. Sempre que clonámos um disco deparámo-nos com algum soluço nesta fase. Por vezes o Windows fica confuso e quer que o Bootloader seja reconstruído. Arranque com o disco de recuperação e deixe-o fazer o seu serviço.

 

8. Reinicie

A recuperação será, em princípio, completada automaticamente pelo sistema e não chegará a levar um minuto. Quando terminada, a nova drive de arranque estará pronta a trabalhar. Não deverá haver nenhumas alterações, pois o sistema deverá ser exactamente o mesmo que estava na drive anterior. Se, de facto, mudou para uma drive SSD, deverá notar que está mais rápido.

PCGuia

8 comentários

  • Tanto tempo para isso??
    O Ghost 2003 faz a coisa mais rápido, o unico problema que pode acontecer é boot ficar marado, nada que o DVD de instalação do Windows não resolva……
    Para gravar a imagem do disco levo no máximo 10 minutos, depois gravar no novo disco leva mais tempo talvez meia hora, isto com um sistema a ocupar ai uns 45Gb….

    • Deixa-me adivinhar…..Norton Ghost…..pirateado. Certo?
      Aqui, foi tudo clarinho: utilitários freeware. Ou seja ao alcance de todos e sem ilegalidades. Logo a tua resposta, foi descabida. Até porque a questão tempo, numa operação como a descrita (como noutras), é inimiga da perfeição e “cadelas apressadas, parem filhos cegos”. Já diziam os antigos….
      “Chico-espertismo” à portuguesa….

    • Em principio não. Usei este processo para mudar uma instalação de Windows 7 para um novo disco e não precisei de reactivar.
      O que não pode é mudar de computador.

  • Já procurava esta dica há muito, mas nunca tinha encontrado nada útil. Obrigado, PC Guia. No entanto, tenho ainda uma dúvida: o Windows vai continuar ativo sem nenhum problema? Por exemplo, se eu comprar um computador novo que vem com um HDD e com Windows já ativado, se eu substituir o HDD por um SSD seguindo os passos acima descritos, o Windows vai continuar ativo?

    • Agora é que vi o comentário acima a perguntar o mesmo XD Se depois mais alguem souber que diga se faz favor 😉

    • Sim vai.
      O Windows não perde a activação se não se trocar de computador. O disco em si não é relevante. O que vai ter que fazer é copiar toda a informação que tem no disco 🙂
      Como disse na resposta anterior, já fiz este processo passando o Windows (7) de um disco para outro e não precisei de activar de novo.

  • Caríssimos,
    Se comprarem um computador com uma licença Windows de fábrica, essa licença será sempre vossa e, mesmo que ele não se mantivesse ativo, poderiam recuperar essa ativação.
    E depois se vamos copiar integralmente o disco de um computador, a expressão integralmente significa termos todo o conteúdo de um disco adicionado a outro e não apenas partes.
    A única situação que pode acontecer é que os dados sejam copiados não fiquem bem ordenados e, à posterior, poderá ser preciso montá-los, como descrito, através do disco de reparação de arranque.
    Porém este processo parece-me um pouco complexo se estivermos a falar de pessoas não habituadas a estas situações.

Os comentários estão encerrados.

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