MobilidadeReviews

BlackBerry Z10

O Z10 chegou à nossa redacção quase como um passageiro clandestino dentro de uma saco da Vodafone, sem caixa ou qualquer tipo de documentação. Só mesmo o smartphone, o carregador e o cartão da operadora.

Por fora é o smartphone mais parecido com o iPhone 5 que já vimos. Aliás, ao longe, confunde-se facilmente com o equipamento da Apple.

As semelhanças acabam na forma, porque enquanto a frente do Z10 é em vidro, a parte de trás é de plástico com aquele acabamento aborrachado que é muito confortável de usar. O ecrã é um LCD de 4,2 polegadas com 1280 x 768 píxeis de resolução e com uma densidade de 356 ppi.

Do lado esquerdo estão duas entradas, uma microUSB para carregamento e sincronização e outra microHDMI para ligar o Z10 ao um monitor ou televisor. Na parte de cima estão o botão para ligar/desligar e a entrada para os auscultadores. Do lado direito estão os controlo de volume. A qualidade de montagem é simplesmente fantástica, não há nada solto nem desproporcionado.

A peça traseira é amovível, permitindo remover ou substituir a bateria, mudar o cartão microSIM para acesso à rede do operador móvel e ampliar o espaço de armazenagem através de um cartão de memória microSD que, neste momento, permite aumentar a capacidade num máximo de 64 GB.

Por falar em parte de trás, o Z10 tem uma câmara traseira de 8 megapíxeis com flash e uma frontal de 2 Mp. Este smartphone pode gravar vídeo em HD 1080p, 30 fps.

O Z10 pesa uns meros 137 gramas e tem 9 mm de espessura. Por dentro, o Z10 inclui um processador dual-core Snapdragon MSM8960 da Qualcomm, o GPU é um Adreno 225, tem 2 GB de memória RAM e 16 GB de memória flash para armazenagem, que, como já mencionámos, pode ser ampliada com cartões de memória.

No que respeita a comunicações sem fios, o Z10 é compatível com redes Wi-Fi até 802.11n, Bluetooth 4.0 e NFC. A rede do operador pode ser GSM 2G, 3G ou LTE (4G) 800/900/1800/2600.

Esta nova geração de Blackberrys usa o novo sistema operativo BlackBerry OS 10, que foi totalmente redesenhado de forma oferecer uma melhor experiência de utilização, tanto em terminais Blackberry com a configuração tradicional – ou seja, teclado físico – como em terminais com ecrãs tácteis como é o caso do Z10.

O novo sistema operativo é todo controlado através de swipes (arrastar o dedo pelo ecrã), em várias direcções e está cheio de fade ins e fade outs dos vários ecrãs.

A utilização é muito agradável. Só encontrámos alguns problemas com os swipes verticais, que têm de ser feitos só até um ponto específico do ecrã e muitas vezes o utilizador desliza demais o dedo, o que faz com que o equipamento não faça nada. É tudo uma questão de hábito.

Quando ecrã está bloqueado, se fizer um swipe de cima para baixo activa o “modo nocturno”, que desliga os avisos audíveis e coloca o relógio no ecrã num tom de vermelho escuro para não interferir com o sono.

No centro de tudo está um ecrã que mostra as quatro últimas apps que foram abertas. Se fizer um swipe da direita para a esquerda, vai parar ao primeiro ecrã com os ícones da aplicações instaladas. A forma dos ícones é muito parecida com a das outras versões do sistema operativo da BlackBerry.

O teclado virtual do Blackberry 10 é um dos melhores que temos visto, as “teclas” estão bastante separadas para evitar toques acidentais. E as sugestões de palavras aparecem no próprio teclado, minimizando também as hipóteses de escolher alguma palavra que não se queira. Este sistema vai aprendendo com a utilização.

Se fizer um swipe da esquerda para a direita é transportado para o Blackberry Hub, uma aplicação que reúne todas as suas fontes de informação, sejam elas e-mail, redes sociais, SMS ou BlackBerry Messenger. Se estiver numa qualquer app pode chegar a este ecrã fazendo o movimento de baixo para cima com o dedo no ecrã, mas quando chega ao meio do ecrã, continua o movimento para a direita.

O Z10 tem um assistente por voz que é uma imitação muito mazinha do Siri (até no barulho que faz quando se põe à escuta), e não percebe nada daquilo que queremos, mesmo falando num inglês correcto.

A app de fotografia não é nenhuma especialidade, mas também não é má de todo. Por vezes tem algumas dificuldades em encontrar o ponto de focagem, mas pode ser um bug corrigido numa futura versão.

No que respeita à navegação pela Internet, o browser é muito simples de usar. A Blackberry anuncia que o Z10 é compatível com 4G, mas a unidade que testámos nunca conseguiu velocidades remotamente parecidas com 4G. Uma fonte na Vodafone informou-nos de que, quando o equipamento estiver à venda em Portugal, terá todas as funcionalidades 4G da rede Vodafone.

Como veredicto podemos dizer o seguinte: é um excelente sistema operativo, ainda precisa de um pouco de polimento em certos aspectos. Faz basicamente o que os outros fazem. O equipamento em si, como já dissemos, é muito bem construído, é parecido com o iPhone 5 (o que pode ser um contra), mas “tem muito mais mão” que o terminal da Apple.

Se já é utilizador Blackberry e quer continuar a a sê-lo é um excelente upgrade. Se não quiser seguir a carneirada para o Android ou iOS é uma excelente opção.

PCGuia
Este site utiliza cookies. Ao continuar a utilizá-lo estará a aceitar a nossa política de privacidade e os nossos Termos de utilização. Mais informação acerca da forma como utilizamos cookies está disponível aqui.
×