Professora de canto usa novas tecnologias na sala de aula

Professora Filipa Lã 01

Filipa Lã, docente no Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro (UA), utiliza software que permite, por exemplo, que os seus alunos observem, no monitor de um computador, características de afinação, timbre e tipos de fonação de uma determinada tarefa vocal que estão a cantar.
O registo visual permite-lhes compreenderem e identificarem se estão a cantar no tom que lhes pede a docente e com as características acústicas recomendáveis ao estilo musical em causa: neste caso, o canto lírico.
A electrolaringografia, técnica não invasiva que consiste na colocação de dois eléctrodos externamente à laringe, permite à docente acompanhar o padrão de vibração das pregas vocais dos seus alunos, tornando o ensino do canto mais eficiente, quer em termos de optimização vocal (produção com menor esforço mas com maior projecção vocal), quer em termos de aquisição de uma técnica vocal saudável, fundamentada em conhecimento científico e tácito.
Outra inovação nas aulas de canto de Filipa Lã é a medição da pressão subglótica, pela qual a docente optimiza a performance vocal de jovens cantores. A pressão subglótica é um parâmetro fisiológico fundamental à saúde do cantor, pois são várias as situações de abuso vocal que advêm da projecção vocal fundamentada apenas no aumento da pressão subglótica.
“As novas tecnologias permitem perceber melhor a voz, como funciona, o que tem de fazer para atingir determinado objectivo e assim contribuir para a optimização da performance vocal”, descreve Filipa Lã. A docente esclarece, no entanto, que “não se pretende que as novas tecnologias se tornem na ferramenta principal numa aula de canto, mas sim numa ferramenta adicional”. A performance vocal evoluiu especialmente ao longo destes últimos 30 anos, “pelo que o ensino do canto terá que acompanhar esta evolução, desenvolvendo novas abordagens mais motivadoras e encorajadoras de carreiras duradouras e felizes”.