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iPhone 5

Esta crítica ao novo smartphone da Apple está a ser escrita praticamente uma semana depois de o termos recebido. Isto porque só depois de andarmos com o telefone durante algum tempo é que conseguimos dar uma opinião objectiva o mais livre possível da onda que, como é costume, se formou à volta deste equipamento.

O novo iPhone 5 é claramente uma evolução do desenho do iPhone 4 e 4S. As superfícies deste smartphone são completamente planas – de facto, as únicas curvas estão nos cantos e nos botões. De resto tudo é plano e cheio de ângulos rectos.

Enquanto nos modelos anteriores o vidro e o aço reinavam, arranjados numa “sanduiche”, no 5 o vidro continua a ser rei, mas o aço foi substituído por alumínio na parte de trás da caixa, que inclui as partes laterais.

A escolha de materiais faz com que o novo modelo tenha menos “mão” que os anteriores. É quase uma ilusão de óptica, mas em vez de enganar os olhos engana as mãos. O iPhone 5 é muito mais leve que parece ao olhar para ele na caixa ou em cima de uma mesa.

A vantagem que se ganha com a redução do peso a transportar perde-se na impressão de que se trata de um objecto muito mais frágil que nas versões anteriores. Infelizmente, a fragilidade não é apenas uma ilusão!

O alumínio oferece um acabamento fora do vulgar, mas também é muito mais fraco que os materiais das versões anteriores, o que dará azo grandes desgostos depois da primeira queda ao chão. O alumínio também tem mais hipóteses de ficar riscado e cheio de falhas nas arestas se andar com ele no bolso das calças sem comprar capa de protecção.

Mas olhando apenas para o acabamento, o iPhone 5 é dos smartphones mais bem construídos que temos visto. Tudo encaixa, não há folgas nem coisas fora do sítio.

Para além de usar novos materiais, o iPhone 5 também é mais fino que os antecessores. A entrada para os auscultadores passou para a parte de baixo junto à saída de som. E é mais alto que os anteriores, para acomodar o ecrã LCD com tecnologia IPS (InPlane Switching), que passou das 3,5 para as 4 polegadas, oferecendo agora uma resolução de 1136 x 640 píxeis com 326 pontos por polegada.

O novo iPhone tem agora três microfones à frente, atrás e na parte de baixo. A câmara frontal tem 1,2 megapíxeis, a traseira 8 e está protegida por vidro de safira anti-riscos. A nova câmara traseira tem a capacidade de gravar vídeo em alta definição 1080p.

Com o iPhone 5, a Apple lançou uma nova tomada de oito pinos para a ligação ao computador, a Lightning, que substitui a tradicional tomada de 30 pinos, usada nos dispositivos Apple desde 2003.

A decisão de adoptar esta nova tomada deveu-se ao facto de o novo iPhone ser mais fino, o que impossibilita o uso da tomada tradicional. Apesar de se chamar “Relâmpago”, como esta nova ligação continua a ser USB não oferece mais velocidade que a usada nos modelos anteriores.

Tirando o menor espaço ocupado no iPhone 5, a grande diferença deste novo tipo de ligação para a anterior é a capacidade de se poder ligar o cabo de qualquer maneira. A adopção desta nova ligação fez também com que os acessórios feitos para as versões anteriores deixassem de funcionar. A Apple disponibilizará adaptadores para tentar minimizar este problema.

Além de um smartphone novo, quem compra o iPhone 5 encontra também um novo tipo de auscultadores dentro da caixa. Agora chamados Earpods, substituem os velhinhos e muito criticados Earbuds. São um pouco maiores que os antecessores, a qualidade do som é mais ou menos a mesma, com um pouco mais de graves.

A isto não deve ser alheio o facto de agora ficarem bastante mais bem presos aos ouvidos, o que acentua o componente grave do som. Tal como nos auscultadores antigos, os Earpods vêm equipados com um microfone com botões para o controlo remoto do smartphone.

O nosso conselho é: se usar o iPhone para ouvir música em qualquer lado, compre auscultadores melhores. Se for só para se servir deles como kit mãos-livres, poupe o dinheiro, pois os Earpods servem perfeitamente.

O processador SOC (System on A Chip) do novo iPhone é um Apple A6, que inclui dois núcleos para processamento geral, mais um GPU (Graphics Processing Unit) PowerVR que inclui três núcleos. Este processador tem uma velocidade máxima de 1,3 GHz e faz overclocking dinâmico consoante a carga de processamento.

O iPhone 5 tem 1 GB de RAM a 1066 MHz. No que respeita a espaço de armazenamento, este smartphone está disponível com 16, 32 ou 64 GB de memória flash. Quanto à bateria, a Apple anuncia oito horas de conversação e mais de nove dias de standby.

Como um smartphone é, no fundo, um dispositivo de comunicação, não podemos deixa de referir as formas como o iPhone 5 consegue pô-lo a comunicar com o resto do mundo: permite o acesso a redes Wi-Fi 802.11 a/b/g/n (2,4 e 5GHz), Bluetooth 4.0 e GSM, GPRS, EDGE e LTE (4G). Este modelo inclui ainda o sistema de navegação GPS. A novidade neste campo é a compatibilidade com o sistema de localização russo GLONASS.

O novo sistema operativo iOS 6 já foi abordado extensivamente há alguns números atrás. Nessa altura, ainda era versão beta, mas era igual em termos de funcionalidades à versão agora presente no iPhone 5.

Das muitas novas capacidades da nova versão do iOS são de destacar as novas funcionalidades de resposta automática através de SMS às chamadas que não se podem (ou não se querem) atender, a possibilidade de enviar e pedir recibos de leitura para as mensagens escritas e o novo modo de foto panorâmica.

A aplicação de mapas da Google foi substituída por uma nova aplicação de navegação feita pela própria Apple e foi incluída a nova aplicação Passbook, que serve para substituir cartões de cliente ou de oferta, cupões e cartões de embarque.

Quem já usou um iPhone repara logo que este é muito mais rápido que os antecessores. Aplicações pesadas, como a do Facebook, que muitas vezes “prende” o telefone, agora funcionam muito mais rapidamente e sem qualquer tipo de dificuldades.

As novas proporções do ecrã permitem acrescentar mais uma fila de ícones nos vários ecrãs, mas, por outro lado também fazem com que as aplicações ainda não adaptadas ao novo modelo funcionem numa “mancha” no centro, de forma a não parecerem esticadas. A qualidade de imagem é basicamente a mesma da oferecida pelo iPhone 4 e 4S.

Quanto à recepção de rede, o iPhone 5 funciona mais ou menos da mesma forma das versões anteriores, por isso não espere ter rede onde antes não tinha. No que respeita à velocidade do acesso às redes sem fios, o novo iPhone é substancialmente mais rápido, e isso nota-se principalmente nas actualizações das aplicações e na descarga de anexos de email.

A nova câmara é muitíssimo melhor que a do iPhone 4 e 4S, mas na App Store existem aplicações muito melhores para fazer panoramas que a que vem incluída no sistema operativo iOS. Os vídeos em alta definição ficam muito bem, mesmo em condições de fraca iluminação. Tal como acontece com qualquer outro smartphone, a câmara do iPhone 5 não substitui de todo uma máquina fotográfica, mesmo de gama média, mas dá perfeitamente para tirar aquela fotografia ou gravar um vídeo quando não tem nada melhor à mão.

Todos esperavam que a Apple tirasse um coelho da cartola quando apresentou este novo smartphone – é como sempre que o Cristiano Ronaldo joga à bola…

Mas o novo iPhone é talvez o melhor iPhone que a Apple jamais construiu. A montagem é impecável, o ecrã é maior e o hardware é mais rápido. Os materiais empregues é que lhe podem trazer alguns dissabores até comprar uma capa. A pergunta que está na cabeça de todos é: compensa fazer um upgrade? Sim e não.

Se quiser um bom smartphone e não tem nenhum, ou se tiver um qualquer smartphone mais antigo, como o iPhone 3 ou 3S, e quiser manter-se fiel à Apple, sim. Vale muito a pena porque o salto tecnológico é colossal. Se tiver um iPhone 4 ou 4S, não. Porque as diferenças não são assim tão grandes, e até consegue usar o iOS 6 com praticamente todas as novas funcionalidades.

iPhone 5: segunda opinião – Gustavo Dias
No que toca ao rigor e qualidade de construção, a Apple continua imbatível com o novo iPhone 5, tendo apenas como rivais a HTC e a Nokia. O ecrã está ligeiramente maior, a qualidade de imagem volta a ser de referência e a facilidade de utilização deste equipamento continua a ser um pilar do sistema. Porém, esta mesma facilidade é também o seu maior “handicap”, já que mantém praticamente o mesmo funcionamento desde o seu lançamento em 2007, o que acaba por dar vantagem aos rivais Android e Windows Phone no campo da inovação dos seus sistemas operativos.

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