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Asus Padfone 2

Se costuma andar com um smartphone e com um tablet ao mesmo tempo, de certeza que já desejou ter um único dispositivo que fizesse tudo. Os fabricantes responderam a esta necessidade disponibilizando smartphones cada vez maiores, ou seja, cada vez mais parecidos com tablets, como é o caso do Samsung Galaxy Note ou do LG Maximo Vu. O problema é que este tipo de dispositivos que tentam captar o melhor dos dois mundos tornam-se desconfortáveis de usar como telefones porque são simplesmente grandes demais.

A Asus tentou resolver o problema de outra forma: separou o smartphone do tablet e chamou-lhe Padfone 2. O smartphone é quem manda no conjunto porque contém o CPU Quad-core Snapdragon S4 a 1,5 GHz Pro Krait, os 2 GB de RAM e a memória Flash para armazenagem.

O tablet não é mais do que um receptáculo para o smartphone e inclui apenas uma bateria e ecrã maiores, uma antena para as redes WiFi e móvel e um par de colunas. Para transformar o smartphone Padfone 2 num tablet Padfone 2 basta inserir o dito smartphone na bolsa existente na parte de trás do módulo tablet.

Num segundo todo o conteúdo que tinha no ecrã mais pequeno do smartphone é transferido para o ecrã de 10,1 polegadas do tablet sem que tenha de fazer qualquer tipo de configuração ou ajuste. O sistema operativo usado é o Android 4.0 com possibilidade de expansão para as versões posteriores.

O novo Padfone é uma máquina muitíssimo bem construída. A escolha de materiais foi muito bem feita. O aço inoxidável abunda e não existem nem folgas nem peças que dêem a impressão de se irem soltar a qualquer momento.

O smartphone é muito fino, tendo 9 mm de espessura. Tal como já vai sendo hábito, o smartphone Padfone 2 não permite a substituição da bateria pelo utilizador. A câmara traseira oferece 13 megapixéis de resolução e a frontal 1,2. A ligação ao PC e ao carregador é microUSB, que pode ser também usada para ligar o Padfone 2 a um televisor ou monitor através de HDMI.

O cartão para aceder à rede móvel é microSIM. O ecrã com tecnologia LCD e Super IPS+ oferece uma resolução de 1280×720 e é protegido por vidro ultra-resistente da Corning.

A parte tablet tem um ecrã LCD com tecnologia IPS com 1280×800 pixels e o mesmo vidro resistente da Corning. As colunas estão de cada lado do ecrã. Na parte de trás está o receptáculo para o smartphone, que substitui a bolsa que havia na versão anterior. Este novo sistema é mais prático e, acima de tudo, permite a utilização da câmara traseira do smartphone, fazendo com que não seja necessário instalar uma na parte de trás do tablet. O problema é que este receptáculo expõe muito mais o smartphone e, se deixar cair o conjunto ao chão, de certeza que vai cada coisa para seu lado, com resultados imprevisíveis.

Por dentro
O processador quad-core aguenta perfeitamente qualquer app que se queira usar, tanto em modo tablet como em modo smartphone. Os 2 GB de RAM também ajudam muito. O Padfone 2 é vendido com 16, 32 ou 64 GB de memória flash, que infelizmente não podem ser expandidos. A bateria do smartphone é de iões de lítio, com 2140 mAh, que, segundo a Asus, confere ao Padfone 2 16 horas de conversação em 3G e 352 horas em stand-by. Se usar o smartphone em conjunto com o tablet estes valores são multiplicados por 2.

Software
A versão 4.0 do Android oferecida pela Asus está pouco personalizada visualmente, ao contrário do que acontece com outros fabricantes. No entanto, oferece alguns mimos como uma app de reconhecimento de escrita e um sistema que detecta quando está em modo tablet ou smartphone e põe automaticamente em evidência as apps apropriadas para cada uma das plataformas.

Usando
O Padfone 2 é dos smartphones Android mais agradáveis que nos passou pelas mãos. A interface é muito fluida e a resposta ao input do utilizador também é muito rápida. Para se inserir o smartphone no módulo tablet não é necessário fazer muita força e o facto de o conteúdo do ecrã ser passado automaticamente e quase instantaneamente do smartphone para o tablet é muito agradável. A qualidade de imagem do ecrã é muito boa em quase qualquer ângulo.

A máquina fotográfica oferece muito boa qualidade de imagem, mesmo em situações em que a luz não abunda, mas não deixa de ser uma máquina fotográfica agarrada a um smartphone, mesmo uma com 13 MP… A qualidade de som, sem auscultadores, quando se usa o Padfone inserido no tablet é simplesmente fantástica para um dispositivo deste tipo. Foi talvez uma das coisas que mais nos impressionou durante os nossos testes!

Benchmarks
Usámos os nossos testes habituais para Android e o Smasung Galaxy S III como termo de comparação.
Antutu O Antutu é um benchmark geral que testa tudo, desde a memória até aos gráficos, e depois calcula um índice. Neste caso, o Padfone 2 portou-se muito bem! Padfone 2: 13260
Samsung Galaxy SIII: 12280 Benchmark Pi Este é um teste em que se coloca o CPU a calcular o Pi de forma a testar a velocidade de cálculo do processador. Neste benchmark, o Padfone também conseguiu melhor resultado que o Samsung.
Padfone 2: 270
Samsung Galaxy SIII: 360
SunSpider Este é um teste que põe à prova as capacidades de compilação Javascript do dispositivo e onde o Samsung conseguiu um melhor resultado.
Padfone 2: 1437
Samsung Galaxy SIII: 1192

Conclusão
É o melhor dos dois mundos? Anda não, mas está a caminhar para lá a passos largos. A qualidade do hardware e software é muito boa. Podiam ter arranjado outra solução para a junção dos dois dispositivos. Mas se quiser comprar um smartphone e um tablet, sim é uma proposta muito interessante!

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