Só ao murro

Verdade seja dita que poucas vezes faço jus ao nome da coluna e escrevo sobre aplicações propriamente ditas. É defeito profissional. Se eu uso também o caro leitor o...

Verdade seja dita que poucas vezes faço jus ao nome da coluna e escrevo sobre aplicações propriamente ditas. É defeito profissional. Se eu uso também o caro leitor o fará ou terá conhecimento de que esta ou aquela app estão aí para o ajudar. Para que maça-lo mais? Mais que um site optimizado para telemóveis as aplicações devem, acima de tudo, facilitar, ajudar através de novos conceitos ou forma.

Uma dessas aplicações está no meu smartphones desde que chegou à App Store em 2009. No meu e em mais de 125 milhões de outros.

Nasceu da necessidade sentida pelo seu criador e atual CEO, David Lieb de ter de introduzir “à mão” os novos contatos que fazia todos os dias durante o seu MBA. A ideia é simples (como o génio frequentemente é): que duas pessoas interessadas em partilhar os seus contatos abrissem a app a fizessem um “bump” entre os dois smartphones. A app – o software – trataria do resto.

A Bump começou por permitir que dois smartphones, bem agarrados às mãozinhas dos seus donos, transferissem entre si “contatos” através de um murro. Leu bem, com murro. Por muito bom que o algoritmo seja nos servidores da Bump nem sempre compreende a delicadeza do toque e tem de ser mesmo à porrada.

Quando dois utilizadores fazem o bump dos seus telemóveis a aplicação envia aos servidores da Bump um conjunto de informação proveniente dos sensores dos mesmos que é interpretada pelo algoritmo desenvolvido. Entre essa informação inclui-se, por exemplo, a localização dos smartphones, as leituras do acelerómetro ou os endereços IP. Esta informação permite que o algoritmo identifique que esses dois telemóveis, naquela localização “sentiram” o mesmo bump e transfere a informação entre os dois. Mas 2009 é já de uma outra década e se aos contatos se seguiram as fotos, em Maio do ano passado a Bump já nos permitia enviar ambos para o computador. Bastava um toque na tecla de “Espaço” e, em vez de dois telemóveis já era possível passar as fotos ou contatos que tem no seu smartphone para o seu computador. Acabava a necessidade de sincronização ou a ansiedade de ver os contatos desatualizados do computador passarem para o telemóvel. Escrevo sobre o Bump este mês porque no passado dia 14 de Fevereiro as coisas ficaram ainda melhores. Agora o Bump não está limitado. Permite o envio de todo e qualquer tipo de ficheiros entre o seu smartphone e o seu computador e tornou o primeiro numa flash drive virtual de espaço ilimitado dado que, pode também já utilizá-lo com os ficheiros “na nuvem”.  Agora, mais do que nunca, é um must have no seu telemóvel.

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