O primeiro robô de limpeza autónomo a ser comercializado em massa nasceu pela mão da empresa sueca Electrolux e chamava-se Trilobite 1.0. Foi apresentado pela primeira vez em 1996 num programa da BBC, mas foi em 2001 que se tornou o primeiro robô aspirador autónomo a ser comercializado.

Esta foi uma novidade dispendiosa, já que o Trilobite 1.0 custava cerca de €1540. Mais de uma década depois os robôs aspiradores tornaram-se mais autónomos e limpam melhor, mas na maioria das marcas os preços ainda não baixaram o suficiente para estarem acessíveis a todos.

Tivemos a crise em conta e testámos, além dos modelos de gama alta, dois modelos com preço mais acessível, o EasyStar da Philips e o Cleaning Robot Vileda. Para o teste utilizámos uma casa habitada com um animal de estimação e explorámos os robôs vezes sem conta.

Roomba 780

Roomba

AiRobot iniciou-se no mundo dos robôs domésticos em 2002, e conseguiu tornar  o seu robô Roomba no aspirador autónomo mais vendido no mundo. Depois de seis gerações de robôs, a empresa conta com nove milhões de unidades vendidas em todo o mundo.

Foi muito fácil dar início à limpeza, bastou carregar no botão “Clean” e lá foi o Roomba a aspirar casa fora. Além da aspiração a limpeza é assegurada por uma escova giratória e um cilindro de silicone.

Os três pinceis que se encontram do lado direito do aparelho puxam o lixo para debaixo do robô para ser sugado. São estes pincéis que captam o lixo dos cantos, mas não foram o suficiente para deixar o canto totalmente limpo.

Comprovámos a eficácia do Roomba 780 em apanhar os pêlos de cão, mesmo os mais agarrados que se encontravam nos tapetes. Quando passou do chão de madeira para um tapete de pêlo curto o aspirador distinguiu a diferença de textura e alterou o modo de limpeza.

À semelhança dos outros modelos da iRobot, o 780 encontra-se equipado com o sistema de navegação iAdapt, que lhe permite desviar-se de obstáculos e mapear a casa.

No entanto, é um robô de embate, o que quer dizer que objectos pequenos como brinquedos podem ser empurrados ou atropelados pelas rodas todo o terreno que o impedem de ficar preso. Quando ficou preso apitou em busca de socorro. Se a ajuda não chegar o robô acaba por se desligar.

Os objectos grandes como móveis são facilmente detectados e o Roomba abranda a velocidade, mas numa casa com móveis fora do alcance dos sensores, o obstáculo não foi detectado e como o 780 não cabia debaixo da mobília chocou com bastante força contra o móvel, sem danos no mobiliário, o que não se pode dizer sobre as cicatrizes superficiais do aspirador.

Além dos sensores frontais que lhe permitem contornar obstáculos, o Roomba possui sensores na base, para evitar quedas em escadas, com eficácia comprovada. Numa casa com cerca de 50 metros quadrados, o Roomba aspirou duas vezes antes de regressar à doca, mas ainda tinha bateria para mais uma repetição quase total.

Quando precisa de recarregar a bateria, dirige-se sozinho para a doca, mesmo que esta se encontre na ponta oposta da casa, descobrindo rapidamente o caminho.

Terminada a tarefa constatámos que o chão estava efectivamente limpo, mas mesmo programado para aspirar todos os dias, continua a ser necessário utilizar o aspirador comum de vez em quando, em especial nos cantos onde o robô não chega.

O depósito de lixo é fácil de extrair e limpar, e tem um bom tamanho Quando o recipiente fica cheio o Roomba acende um ícone de aviso. Infelizmente no que diz respeito ao preço, o Roomba é dispendioso e pouco amigo da crise, mas é fácil compreender o porquê de os aspiradores da iRobot serem os mais vendidos do mundo.

Apesar de ser mais silencioso que os modelos anteriores, ainda é barulhento. Um ponto a favor apenas compatível com o modelo da Vileda é uma pega para transportar o robô. O Roomba 780 vem ainda equipado com a opção de voz em português.

Prós: Sistema de navegação; Limpa em todas as superfícies; Aspira pêlos
Contras: Preço; Embate com força; Barulhento
Preço: €659

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